Quatro anos depois de ter os direitos políticos suspensos pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, o ex-prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal (Progressistas) entrou com recurso para anular o acórdão da 1ª Câmara Cível, que o tornou inelegível. O objetivo é recuperar os direitos políticos para voltar a tentar uma vaga de deputado federal nas eleições deste ano.
Em 2018, Bernal conseguiu mais de 47 mil votos, mas acabou perdendo a vaga para a ex-primeira-dama de Corumbá, Bia Cavassa (PSDB), com 17 mil votos. A reviravolta ocorreu em julgamento conduzido pelo desembargador Sérgio Fernandes Martins, relator, que validou o decreto de cassação do mandato de prefeito da Capital, ocorrido quatro anos antes.
Sérgio Martins pediu a redistribuição da reclamação, porque não há prevenção. Ele ainda citou que ocupa o cargo de corregedor-geral do TJMS para não continuar como relator da ação do ex-prefeito. A corte deverá redistribuir o caso para outro desembargador.

No entanto, Bernal já tem outro obstáculo, porque a ação por improbidade administrativa do caso dos convênios com a Omep e Seleta. O processo transitou em julgado e o juiz David de Oliveira Gomes Filho, da 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos, determinou o cadastro do ex-prefeito na lista de inelegíveis do Tribunal Regional Eleitoral até 2027. Ele ainda deverá pagar multa de R$ 1 milhão.
Por:Jonny Dutra












