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Deputado de MS passa mal e Conselho de Ética volta a suspender reunião que pode suspender mandato

Publicada em: 11/12/2025 22:01 -

O Conselho de Ética da Câmara Federal voltou a adiar sessão que julga o motim realizado por deputados federais após prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro. Desta vez, porque o deputado de Mato Grosso do Sul, Marcos Pollon, passou mal.

 

 

No início da reunião, Pollon solicitou que o conselho aguardasse a chegada de um novo advogado, porque o primeiro pediu renuncia, mas o pedido foi negado.

 

Depois, o deputado alegou que precisaria se aposentar ausentar porque estaria passando mal. “Vou ter que me ausentar, não sei por quanto tempo. Os colegas sabem que eu gozo de uma condição neurológica específica, talvez por conta disso, quando eu sofro hiperestimulação, eu não durmo. Então , eu tô literalmente, e isso é fácil de provar pelas lives […] eu tô desde o início dos trabalhos, desde terça-feira, sem dormir, por causa de uma comorbidade” justificou.

 

O deputado já foi diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista. Hoje, alegou dificuldade para falar, disse que não estava se sentindo bem, que estaria com as mãos geladas e pediu a suspensão. Pollon estava com a voz cortada e paramédicos foram chamados. Com isso, a sessão foi suspensa.

 

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A nova oitiva está marcada para esta sexta-feira, mas pode ser cancelada, dependendo do estado de saúde do deputado.

 

Marcos Pollon responde a duas representações. Uma por impedir a realização da sessão, que pode gerar suspensão de 30 dias, e outra por declarações contra o presidente da Câmara, Hugo Mota, feitas em Campo Grande, durante um protesto. 

 

“A anistia está na conta da p… do Hugo Motta. Nós queremos colocar o povo para enfrentar o Alexandre de Moraes, mas nós não podemos peitar o bosta do Hugo Motta, um baixinho de 1,60m″, declarou. Essa declaração pode fazê-lo ficar afastado do mandato por 90 dias.  

 

Outro lado

 

A assessoria do deputado Marcos Pollon divulgou uma nota informando que ele apresentou uma crise aguda decorrente de hiperestímulo, associada a um pico hipertensivo súbito, com pressão arterial superior a 21.

 

“O deputado é neurodivergente e, nas últimas 48 horas, foi submetido a uma sobrecarga intensa de estímulos e a um ambiente de pressão emocional prolongada. Esse conjunto de fatores desencadeou uma incapacidade momentânea de regulação sensorial e linguística, motivando o atendimento médico imediato pela equipe da Câmara dos Deputados. O deputado encontra-se em acompanhamento clínico e em estado estável, seguindo em observação pelos profissionais responsáveis”.

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